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VOLTAR CONVITE PARA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL “CRIATIVIDADE – UM DESAFIO PERMANENTE” E INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO “MOVIMENTO – ARTES E OFÍCIOS EM CRIAÇÃO” O CEARTE irá desenvolver em Setembro, integrado no Ano Europeu da Criatividade e da Inovação, um evento multifacetado que mostra os caminhos da Criatividade e da Inovação em Artesanato nos tempos mais recentes. Pretende-se mostrar como a criatividade e a inovação são factores de competitividade no sector das artes e ofícios, confirmados pela apresentação de boas práticas por parte de artesãos, lojistas e designers e pela exposição de produtos de artesanato contemporâneo. Abordar-se-ão as principais mudanças decorrentes da criatividade e inovação, em áreas vitais do sector, desde os seus actores (artesãos, produtores e lojistas) até aos locais de comercialização, passando pelos produtos, pela tecnologia e pela sustentabilidade. O evento, a realizar de 09 a 16 de Setembro e integra: Uma exposição de produtos de excelência de alguns artesãos/designers e produtores que aliam identidade e inovação; A realização de oficinas temáticas, nas áreas do Desenho, Cerâmica Criativa, de Ilustração, abertas ao público e que funcionarão sistematicamente como animação do espaço do Pavilhão e do próprio Parque Verde; Uma Conferência Internacional sobre o tema com apresentação de experiências concretas de trabalho e participação de especialistas nacionais e internacionais de renome; Este evento realiza-se no Pavilhão Centro de Portugal, um edifício contemporâneo, repleto de símbolos da cultura, tradição e identidade portuguesa, da autoria do Arquitecto Siza Vieira, localizado no Parque Verde do Mondego em Coimbra. Vimos assim convidá-lo(a) a participar na Conferência Internacional intitulada “Criatividade – Um Desafio Permanente”, a realizar no dia 9 de Setembro, quarta-feira (conforme folheto anexo). Convidamos também para participar na inauguração da exposição “Movimento – Artes e Ofícios em Criação” e num momento musical pela Orquestra Clássica do Centro que terão lugar no final da conferência. O CEARTE oferecerá o almoço do dia. conferência internacional criatividade - um desafio permanente objectivos Reflectir sobre a Criatividade e a Inovação nas Artes e Ofícios e apresentar experiências concretas. Mostrar boas práticas que apontem caminhos de futuro para as artes e ofícios. Mostrar como a Criatividade e a Inovação, através da tecnologia, dos novos materiais, da parceria Designer/Artesão, das novas formas de comercialização e da nova atitude dos artesãos e produtores, são hoje instrumentos importantes na competitividade e desenvolvimento das produções artesanais. destinatários Responsáveis e Técnicos das Entidades de Enquadramento e Apoio do Sector do Artesanato Responsáveis e Técnicos dos Centros de Formação, Estabelecimentos de Ensino, Associações de Desenvolvimento e outras com intervenção directa no sector Associações de Artesãos Artesãos Designers, Criadores e Outros Produtores programa da conferência 9 de Setembro – Pavilhão centro de Portugal Parque verde do Mondego 09h30 - Recepção dos participantes 10h00 - Sessão de abertura Dr. Alberto Costa Presidente do Conselho de Administração do CEARTE Dra. Emília Martins Presidente da Direcção da OCC Dr. Nunes da Silva Delegado Regional do Centro do IEFP 10h30 - Painel 1 Moderador: Fernando Gaspar PPART Reflexão teórico-prática sobre a criatividade e a inovação nas artes e ofícios Guy Beggs Fundador e ex-Director do "Furniture Works and Metropolitan" - Works Creative Industries Centre de London Comunicação: "Crafts Traditional Values and new Frontiers" João Nunes Designer e Professor na Universidade de Aveiro Comunicação: "A tradição como garantia de excelência na Inovação e Criatividade no Artesanato" Filipe Faísca Estilista Comunicação: "A integração do produto e da tecnologia artesanal na Moda" 13h00 - Almoço (oferecido pela organização) 14h00 - Painel 2 Moderador: Miguel Oliveira Presidente da FPAO Apresentação de boas práticas de novos produtos, modos de comercialização e de promoção Boca do Lobo Comunicação: O Projecto Boca do Lobo Delfim Santos ANTHROPH Comunicação: "As novas formas de artesanato e novas formas de comercialização - a experiência da Anthrop" Miguel Gigante (Cool)Natura Comunicação: O Projecto Atelier de Burel 17h00 - Comentário final - Gabriel Cunha e Luís Rocha 17h10 - Momento musical 17h30 - Inauguração da exposição "Movimento - Artes e Ofícios em criação" 17h45 - Porto de Honra exposição movimento - artes e ofícios em criação objectivos Apresentar uma imagem transversal do sector. Mostrar as potencialidades produtivas e criativas nacionais. Demonstrar o acréscimo de valor para os produtos, com a incorporação do design e da criatividade. Propor uma reflexão conjunta para o desenvolvimento da criatividade e da inovação nas artes e ofícios. enquadramento A globalização económica social e cultural, introduziu na nossa vida grandes modificações, perceptíveis sobretudo nos meios de comunicação e nos seus suportes tecnológicos. A comunicação tornou-se planetária, levando consigo também as necessidades de consumo e a atitude do consumidor. Esta globalização propõe discursos de convergência, com forte perda de identidade local, onde o produto obedece a padrões globais, em que o produto é reconhecido e utilizado em e a partir de qualquer lugar, sempre da mesma forma, sempre standard. Perante este cenário, em que se assiste à pulverização dos blocos ideológicos dominantes até há bem pouco tempo, surgem tentativas de resistência, tenta-se a introdução do local, da identidade enquanto verdades possíveis, como diferenciadores, como expressões de personalidade individual e activa. Esta atitude (este movimento) de rejeição ao standard, leva-nos para novas viagens, ao encontro de culturas periféricas, à descoberta de novos centros geradores de estímulos identitários e de novos públicos. Estes novos consumidores, que privilegiam a sua identidade, optam por produtos que demonstrem percursos afectivos, de memória e de identificação cultural, permitindo a construção de uma paisagem objectual descontinuada no tempo, fruto da necessidade de fruição do consumidor. A fragmentação das ideologias originou o aparecimento de movimentos tribais, ao nível dos comportamentos, dos afectos e dos consumos, criaram-se nichos de mercado, passíveis de serem ocupados por autores com capacidade de criação de objectos dotados de significado, que reflictam a ligação do indivíduo ao grupo, que transmitam a identidade e cultura do passado. O design intervém aqui no redesenho de algumas propostas, na actualização das linguagens originais, sem desvirtuar os seus códigos genéticos iniciais. Este evento realiza-se num edifício contemporâneo, repleto de símbolos da cultura, tradição e identidade portuguesa - o Pavilhão Centro de Portugal, da autoria do Arquitecto Siza Vieira, localizado no Parque Verde do Mondego em Coimbra. Nesta mostra estão presentes produtos artesanais modernos concebidos e executados por Artesãos, Designers e outros criadores, numa simbiose entre modernidade e tradição, criatividade e identidade e com forte implantação em nichos específicos de mercado. Apresentam-se produções de alta qualidade e de elevado valor acrescentado, com forte imagem no mercado nacional e internacional, que podem constituir referência e o apontar caminhos de inovação e criatividade que são a chave para o desenvolvimento e crescimento económico do artesanato. Esta atitude mostra na prática como o sector tem enfrentado o desafio de se renovar, formando e atraindo novos profissionais, novas áreas, novos públicos, reinventando a sua imagem através da valorização do design de produtos, dos materiais utilizados e da excelência das produções. Marcando uma identidade em tempo de mercado globalizado, repleto de movimento pela diferença, pela excelência. Num tempo em que vivem dificuldades de escoamento de alguns produtos artesanais ditos "tradicionais" e consequentes dificuldades de êxito de algumas unidades produtivas assiste-se, em contrapartida, ao aparecimento e ao sucesso de novos artesãos detentores de conhecimentos aprofundados na área do Design, da Moda, dos canais de comercialização, inspiradas nas questões ecológicas de reciclagem, de sustentabilidade, com forte utilização de materiais recicláveis e, sobretudo, com uma grande abertura aos meios de comercialização - internet, lojas online, lojas de marca, contrastando e colocando em parceria a tradição com as tecnologias de ponta, a criatividade e a inovação. As necessidades são outras, os hábitos são outros, os produtores são outros, os mercados mudaram significativamente, pois o tempo é de constante movimento. Por razões históricas, algumas produções artesanais não se adequam como seria desejável às mudanças de mercado. Mas outras vão-se afirmando cada vez mais. No CEARTE o desafio é conciliar inovação com tradição no artesanato. Só assim o sector poderá aspirar a que além de um passado naturalmente grande, torne o presente dinâmico e augure um futuro promissor. Mostra-se um caminho e uma oportunidade para as artes e ofícios em Portugal. Há que ter coragem de o assumir. Mostra sinais de esperança.
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