Duas Artesãs formadas no CEARTE ganham Prémio Nacional do Artesanato

Duas Artesãs formadas no CEARTE ganham Prémio Nacional do Artesanato

As artesãs Cristina Vilarinho, ceramista com empresa em Guimarães (em parceria com ?A oficina?)e  Maria Alexandra de Almeida, de Condeixa-a-Nova, designer e que desenvolve trabalho artesanal na área do papel ganharam recentemente o 1º e 2º lugar, respectivamente, do Prémio Nacional do Artesanato, atribuído pelo IEFP e entregue na FIA ? Feira Internacional do Artesanato

Na FIA estiveram expostas, foram escolhidas e entregues os prémios às peças vencedoras do Prémio Nacional do Artesanato, iniciativa bienal promovida desde 1987 pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), pretende distinguir os artesãos portugueses, privilegiando as suas competências técnicas e profissionais, bem como a sua capacidade estética, assumindo-se igualmente como um factor de valorização social e cultural de todos os artesãos.

Em 2011 o concurso é subordinado ao tema ?Artes da Casa?, nas suas vertentes tradicional e contemporânea, englobando o conjunto de produções artesanais que concorrem para o apetrechamento da habitação, seja ao nível funcional/utilitário, seja ao nível decorativo, pretendendo-se valorizar as propostas que, fazendo uso das particularidades das produções artesanais, contribuam para a criação de ambientes domésticos diferenciados e singulares.

As peças destas duas artesãs foram eleitas de entre as 116 peças a concurso, por um júri presidido pelo designer e professor João Nunes e que integrava representantes das áreas da Cultura e do Turismo, da Federação Portuguesa de Artes e Ofícios e do próprio IEFP.

As peças são:

NA MODALIDADE DE ARTESANATO CONTEMPORÂNEO


1º Prémio

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"ENCONTRO", de Adélia Mendes de Faria, Maria da Conceição Ferreira, Maria Isabel Oliveira e Cristina Vilarinho, de Guimarães

Este projecto resulta de uma interacção que é de assinalar entre três bordadeiras de Guimarães e uma designer que criou os motivos (associando o vegetal ao geométrico, como é característico do Bordado de Guimarães) e desenhou as peças. Longe de ter sido uma conjugação com o objectivo único de concorrer ao Prémio Nacional de Artesanato 2011, o que só por si já seria meritório, a colaboração entre a designer e as bordadeiras, enquadrada pela entidade "A Oficina - Centro de Artes e Mesteres Culturais", é uma iniciativa pensada para contribuir para a renovação de um produto iconográfico do artesanato português.

Desta simbiose nasceram as três peças presentes a concurso, objectos muito cuidados ao nível das matérias-primas, do design e do bordado que, de forma exemplar, mantém a identidade tornando-se completamente contemporâneos.

 

2º Prémio

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?AMOR PORTUGUÊS?, de Maria Alexandra de Almeida, de Condeixa-a-Nova

Trata-se de uma peça muito bem concebida e completamente intencional, tendo por base um conceito e um projecto pensado e maturado. Este trabalho representa um elemento da nossa cultura (o Galo de Barcelos), baseado numa peça conceptual que servindo como um objecto escultórico e estético tem uma forte presença. Sendo também um objecto utilitário, um candeeiro de presença, tira excelente partido da técnica do Papier Mâché.

Recortada como uma renda, lembrando os bordados, o Fado e a música Portuguesa, as saias compridas e longos adornos de filigrana, confere uma atmosfera intimista ao espaço através dos desenhos de luz que subtilmente se multiplicam nas paredes em sua volta. Respeita e enaltece a nossa Cultura, apesar da ausência dos elementos decorativos tradicionais de cores garridas, destacando o galo e tornando-o num objecto conceptual de forte evidência. 

Estas duas artesãs foram formadas pelo CEARTE ? Centro de Formação profissional do Artesanato e têm vindo a frequentar também no CEARTE diversas acções de formação contínua e participado em diversos projectos de inovação promovidos pelo CEARTE. Este resultado obtidos pelas duas artesãs é certamente fruto das competências que foram adquirindo através do CEARTE.

A intervenção do CEARTE, tendo como âncora a formação, não se esgota nas salas e oficinas, sempre apostou na realização de projectos específicos de inovação e qualificação das produções artesanais e do sector do artesanato, e os resultados começam a aparecer.

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